sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Se o intestino vai mal, o sangue pode acusar

Médica brasileira identifica molécula que denuncia doenças inflamatórias intestinais e abre caminho a novo exame
Por Diogo Sponchiato e André Biernath

Foto do site Obesidade Controlada
Na sua tese de doutorado pelas universidades Federal de São Paulo e Harvard, nos Estados Unidos, a gastroenterologista Dídia Cury descobriu , em ratos, que a presença de uma substância no sangue delatava a intensidade da doença inflamatória intestinal (DII), indício de que o tratamento não cumpria o efeito desejado.

A molécula em questão é a calprotectina, liberada  por células envolvidas no processo de inflamação e que hoje pode ser dosada nas fezes de portadores de doença de Crohn e retocolite ulcerativa, as principais formas de DII. “O problema é que a coleta de fezes não é tão simples de fazer se considerarmos que o paciente pode ter diarreias frequentes”, relata Dídia. “Medir a calprotectina no sangue seria uma forma mais prática, barata e efetiva para saber não só se o indivíduo melhorou, mas também se seu intestino está normalizado”, explica a médica.

Essa estratégia, até então inédita, foi testada como sucesso em voluntários com retocolite durante um trabalho em Harvard e, agora, um estudo Francês acaba de mostrar que ela supera a dosagem feita nas fezes na hora de monitorar os distúrbios inflamatórios.

Qual o melhor dedo duro?
Avaliar a doença inflamatória intestinal exige hoje, além da consulta com o especialista, a realização de alguns exames, como a colonoscopia – método invasivo e que não pode ser repetido toda hora – e a dosagem de proteína C-reatina no sangue, um marcados inflamatório. “Percebemos no nosso estudo , porém, que a calprotectina é um indicador mais fiel das  inflamações no intestino e reflete melhor o grau de lesão no órgão”, diz Dídia , que atua na clínica Scope, em Campo Grande.

Imagem da revista Saúde é Vital
 Fonte:
Revista Saúde é Vital
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